sábado, janeiro 06, 2007

Floribella e o Lobo Mau

Floribella acordou no campo, numa casa familiar à sua memória e meio confusa sem saber como ali tinha ido parar, abriu melhor os olhos para tentar descobrir o que a estava a deixar tão inquieta.
É certo que estava habituada ao ar fresco da manhã mas desta vez tudo estava diferente já que o frio vinha intenso de fora da cama pois estava bem agasalhada com uma manta escura e por sinal bem quente.
Sentiu a manta a ganhar vida, a tomar forma e a respirar, " meu deus" pensou e rápidamente tentou levantar-se da cama onde se encontrava, mas sem qualquer resultado.
Olhou por cima da sua barriga e viu uma cabeça grande, feia e preta de uma figura meio animal meio humana, " és o lobo mau!" exclama assustada, "mau?" diz o lobo, " mau não minha cabra, ainda há pouco querias que te lambesse a papaia como se tivesse doce de amora silvestre com mel e agora chamas-me lobo mau?"
Floribella começava agora a lembrar-se da noite anterior, à memória vieram imagens que não esperava, tinha sido a passagem de ano e como qualquer jovem da sua idade tinha saido para se divertir com os amigos, percebeu de imediato tudo o que se tinha passado.
Cansada das confusões com o seu principe e de entre todas as resoluções que tinha feito para o ano novo, a mais importante era saciar a terrivel tesão com que andava bem como experimentar algumas drogas alucinogénicas que a fizessem sair da ridicula e atrofiada personagem que encarnava.
Como seria de esperar nessa festa encontravam-se enumeros rapazinhos que possivelmente a podiam divertir, mas nenhum lhe chamou a atenção e depois de alguns copos de champagne, dois ou três berlaites, florribella estava pronta para a acção.
A sua papaia fervia de tal forma que decidiu ir apanhar ar para o jardim levando consigo uma tablete de chocolate que encontrou em cima de uma mesa, assim iria consolar-se sozinha, mas ao menos refrescaria o intenso fogo que lhe subia saia acima.
Da sua natureza casta e romantica começou a olhar para as estrelas e a saborear o delicioso chocolate, quando de subito as estrelas começaram a crescer e a dançar, formando um caminho quase tão excitante como o da via lactea.
A emoção subia dentro de floribella e seguiu pelo jardim fora em direcção ao bosque pensando que as estrelas a estavam a guiar, sem noção da pedra que levava na cabeça.
O chocolate continha LSD e floribella não sabia, mas deixou-se levar, deixou a sua mente seguir os seus mais profundos desejos, e que desejos.
Na sua caminhada encontrou uma cabana e decidiu entrar, rodou a maçaneta e deparou-se com o lobo mau, garrafas de champagne, um monte de pó branco que não sabia o que era em cima de um espelho gigante.
O lobo adimirado fez-lhe sinal para que entrasse, puxou de uma cadeira e de um copo
apressando-se a servir a sua convidada inesperada.
Floribella agradeceu e disparou várias perguntas ao lobo mau, " afinal sempre existes..." ao que o lobo respondeu stressadamente "puh!" enquanto mexia no pó branco com o cartão jumbo, fazendo linhas e mais linhas naquele espelho gigante, " que é que estás a fazer com esse pó lobo, estás a brincar ás salinas?", o lobo tremeu com tamanha ignorãncia e disse "sim minha querida estou a brincar ás salinas, queres ver o que isto faz?" e sem cerimónias snifa uma linha ficando com os olhos revirados.
Floribella riu, riu e voltou a rir dizendo "lobo ficaste com a cara paralisada....", o lobo sorriu, estendeu-lhe uma palhinha cortada em duas e disse " toma, faz igual, vai parecer peta-zetas no teu nariz", gulosa como é decidiu experimentar e lá se fez á vida.
A sensação foi de euforia pré-orgásmica e um prazer quase insuportável o que lhe trouxe à lembrança os seus desejos sexuais mais profundos.
Levantou-se despindo-se e dirigiu-se para o lobo cantando " não tenho picha e sou burra como tudo, quero é chouriço a entrar pelo orelhudo, já não me escapas tou toda molhadinha, por isso levanta-te e lambe-me a papainhaaaaaaaaaaaaaaaa!".

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